13/10/2026 - Reunião Científica discute a pesquisa e conservação de tartarugas marinhas no Atlântico Sul Ocidental ↓
Nos dias 26 a 29 de setembro, estiveram reunidos em Villa Gessel, na Argentina, pesquisadores de tartarugas marinhas do Brasil, Uruguai e Argentina. A Reunião da Rede ASO acontece a cada dois anos, reunindo pesquisadores dos três países, que por compartilharem as mesmas tartarugas, compartilham também seus trabalhos e os avanços na pesquisa e conservação destas espécies na região do Atlântico Sul Ocidental (ASO).
Os dois primeiros dias foram reservados para a realização da 10ª edição das Jornadas de conservação e investigação de tartarugas marinhas, onde foram apresentados trabalhos, orais e pôsteres, dos mais variados temas, divididos entre pesquisas sobre a biologia das espécies, monitoramentos de ocorrências de encalhes, interação com pescarias, iniciativas de educação ambiental, cuidados veterinários e outros.

Participaram da jornada cerca de 150 pessoas entre gestores, pesquisadores e estudantes, com a apresentação de cerca de 90 trabalhos.
Um dos trabalhos que merece destaque “Padrões biogeográficos em grande escala da tartaruga-verde no Atlântico Sul Ocidental”, foi coordenado pelo pesquisador Paulo Barata, com a colaboração de cerca de 20 instituições dos três países, e avaliou 54.634 registros de tartarugas verdes, entre encalhes e capturas costeiras, nos períodos de 2006 a 2010 e 2016 a 2019. O estudo avaliou as ocorrências de tartarugas desde o norte da Patagônia, Argentina até o Ceará. Só foi possível realizar esse trabalho graças ao esforço colaborativo de diversos pesquisadores dos 3 países. Esse trabalho traduz bem o espírito da RED ASO, onde as informações de diferentes iniciativas de pesquisas são compartilhadas e reunidas para que possamos conhecer mais sobre as tartarugas marinhas.

Os dois dias restantes foram dedicados as oficinas para debate dos temas interação com pescarias, conectividade e metodologias de marcação e recaptura, recategorização de Chelonia mydas (que deixou de ser considerada ameaçada, segundo a lista vermelha da IUCN – União Internacional para conservação da Natureza e também segundo a avaliação feita pelo Ministério do Meio ambiente do Brasil), Educação Ambiental e Veterinária.
A Fundação Projeto Tamar participou da jornada científica com os trabalhos: “Identificando áreas de alimentação das fêmeas de tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) da população brasileira”, apresentado pelo Coordenador de Conservação Bruno Giffoni, e “Cultura oceânica e a Fundação Projeto Tamar: um compromisso com a conservação marinha”, apresentado pelo Coordenador de Pesquisa e Conservação da Base de Ubatuba/SP.

A próxima reunião da Rede ASO acontecerá em 2028, em Rio Grande/RS, Brasil.
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