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Requer internet banda larga - Dica


Dona Merluza

No dia 12 de fevereiro de 2006 mais uma tartaruga marinha foi capturada incidentalmente por redes de pesca - essa é hoje, umas das maiores ameaças à vida desses animais. Da espécie Dermochelys coriacea, ou tartaruga de couro, batizada de Dona Merluza, ela ficou presa a redes de pesca a 80 milhas ao Sul de Ilha Bela, no Estado de São Paulo. A equipe do Tamar, à bordo do navio de pesquisa do IBAMA,  foi então acionada pelos pescadores para resgatar o animal. Aproveitando a oportunidade, foi instalado na tartaruga um transmissor por satelite para monitorar seus hábitos migratórios. Essa experiência foi uma continuação das pesquisas de monitoramento via satélite iniciadas em 2001 pelo Tamar-Ibama, incrementado em 2005 com uma parceria com Cenpes/Petrobras.

O transmissor instalado em Dona Merluza foi resgatado da primeira tartaruga de couro a receber o equipamento, que em um de seus retornos para desovar numa praia do litoral norte do Espírito Santo, também foi capturada por redes de pesca, mas infelizmente não sobreviveu.


Dona Vitória

Após completar um ano de monitoramento no dia 16 de dezembro de 2006, a tartaruga gigante apelidada de Dona Vitória, que recebeu o transmissor de sinais por satélite na praia de Comboios (litoral norte do Espírito Santo), encontra-se agora em águas territoriais da Angola, na África. Há cerca de sete meses ela iniciou a travessia do oceano Atlântico e percorreu mais de seis mil quilômetros nesse percurso.

Instalação dos transmissores - Como é o procedimento

Durante o período de desovas das tartarugas marinhas pesquisadores fizeram vigília nas praias, diariamente, durante às noites, a fim de flagrar as fêmeas enquanto elas estivessem subindo à areia para depositar seus ovos.

No momento em que elas estavam cavando o ninho para desovar, os pesquisadores trabalharam de forma sincronizada e cuidadosa para instalar os transmissores e não perturbar a fêmea ameaçada de extinção. Na tartaruga gigante, o procedimento de fixação dos aparelhos à carapaça das fêmeas é diferente do das outras espécies, que têm o casco duro. Nas gigantes, ao contrário, o transmissor não é instalado no próprio casco do animal, mas precisa ser fixado em uma espécie de mochila, com alças feitas de um tipo de mangueira de silicone, borrachas e anéis, que permite uma melhor fixação do material na carapaça da tartaruga. O equipamento também tem um anel de corrosão que, com o tempo (cerca de dois anos), solta toda a estrutura automaticamente, livrando o animal do transmissor.


As tartarugas marinhas

e a pescaria de espinhel de superfície

A pesca incidental é hoje uma das maiores ameaças às tartarugas marinhas devido à ação do homem. Não só as redes, mas também os espinhéis são extremamente prejudiciais a esses animais, pois capturam as tartarugas levando-as à morte por afogamento.

No caso especial do espinhel, que foi desenvolvido para proporcionar uma pesca mais “seletiva”, o seu objetivo não foi 100% cumprido, visto que ele não é tão seletivo assim e captura além de peixes que não têm valor comercial, animais diversos, como as próprias tartarugas marinhas.

No entanto, o TAMAR acredita que a solução para problemas como esse esteja na cooperação dos pescadores com o próprio Projeto na busca de soluções viáveis e que não prejudiquem a atividade pesqueira.

O uso da tecnologia para o desenvolvimento de instrumentos de pesca menos predatórios é um exemplo de como superar essa situação, tendo já sido criado, inclusive, um novo tipo de anzol menos prejudicial, que dificilmente captura tartarugas marinhas.

Assista ao vídeo acima e confira como se dá esse trabalho.


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